ENTENDENDO O ROTEIRO

Aula 55 – 24:24
INTRODUÇÃO AO ROTEIRO
Qual a unidade fundamental de um roteiro? A lógica de causa e consequência e o drama fílmico como um conflito de vontades. Nessa introdução ao módulo 7, falamos um pouco de conceitos fundamentais para entender o roteiro e seu funcionamento, e apresentamos alguns paradigmas muito usados – mas nem sempre necessários.

Aula 56 – 18:20
O MUNDO FICCIONAL
Um roteiro estrutura sua trama dentro de um espaço e um tempo que pertencem unicamente ao mundo retratado no filme, independente de sua veracidade ou não: mesmo em um recorte de um mundo real, num documentário, haverá a dimensão fílmica e a dimensão do mundo do espectador. Ao adentrar nessa dimensão espacial e temporal do filme, o espectador é imerso também nas regras do próprio filme e é afetado pela maneira como a trama apresenta as regras dessa mundo fictício. Aqui, falamos de diegese e suspensão da descrença.

Aula 57 – 15:00
TRAMA E ARCO DRAMÁTICO
Todo filme tem um foco dramático, normalmente definido por sua trama principal, aquela que representa os principais objetivos e anseios do protagonista, mas a imensa maioria dos filmes se desenvolve plenamente graças ao peso e atenção dado às sub-tramas, que enriquecem o desenvolvimento principal e muitas vezes são indispensáveis para a consolidação da narrativa. Normalmente, ambas ajudam a desenvolver o arco dramático do protagonista, um processo que pode atingir mais de um personagem e, mesmo que não obrigatório, costuma ter um papel importante para o bom desenvolvimento narrativo

Aula 58 – 15:30
TEMA E PREMISSA
Todo roteiro se desenvolve em torno de um tema, mesmo os mais simples, diretos e menos exigentes. Compreender qual a intenção temática do filme é importante ao observar um filme para poder, também, compreender as decisões tomadas pelo roteiro, suas escolhas narrativas, os motivos de certos arcos ou acontecimentos serem menos ou mais desenvolvidos. Todo roteirista deseja começar sua história tendo desenvolvido uma boa premissa que deixe com legado as ferramentas para se contar uma boa história

Aula 59 – 24:10
O PAPEL DO PERSONAGEM
Em uma narrativa é óbvio que o personagem tem papel central – histórias só acontecem porque personagens, humanos ou não, agem nesse sentido. Mas olhando de perto, o que caracteriza o papel ativo do personagem em uma narrativa, qual a diferença entre personagem principal e protagonista e o que configura a ideia do antagonista? E, importante, de que forma um personagem pode se desenvolver e crescer na nossa frente de maneiras fluidas, integradas à narrativa? A gente vê exemplos de todas essas questões para entender melhor os diferentes papéis exercidos pelos personagens de uma narrativa

Aula 60 – 12:40
OS TIPOS DE CONFLITO
São vários os elementos que precisam de um bom desenvolvimento para nos fazer interessar por uma trama: personagens interessantes, com uma busca real, que se esforcem para superar as adversidades – e adversidades que sejam plausíveis e também condizentes ao drama, a busca e o próprio protagonista. É aí que entra a percepção dos conflitos envolvidos na trama: se há uma adversidade ou um antagonista, há um conflito que surge do choque com as vontades do protagonista. Filmes podem fazer uso de dois tipos de conflitos, e o quanto melhor eles forem desenvolvidos, mais rico é o resultado na narrativa

Aula 61 – 39:45
FERRAMENTAS DE ROTEIRO
Claro que filmes são diferentes e nem todo filme se enquadra na lógica dos filmes produzidos pela indústria do cinema estadunidense, mas o século de cinema ajudou a cristalizar o uso de certas ferramentas narrativas, procedimentos e soluções criativas nos filmes narrativos mais vistos pelo público que elas se tornaram padrões reconhecíveis. O que faz a diferença não é usar ou não tais ferramentas, mas como seu uso pode ser visto como necessário, dispensável, criativo ou preguiçoso. Encerramos o módulo conhecendo essas ferramentas, descritas por Howard e Mabley em seu livro.

