MÓDULO 8

MONTAGEM, UNIÃO E DISCURSO

Aula 62 – 30:31
MONTAGEM: CONTINUIDADE E DISCURSO

A montagem, um dos elementos mais particulares do cinema em relação às outras artes, articula seus efeitos afetando ritmo e sentido, oferecendo unidade e proporcionando rupturas. Na aula de apresentação do módulo 8, recuperamos alguns princípios básicos da montagem, com um breve resgate histórico, e mostramos a partir da visão de Gardiés os quatro efeitos básicos dela sobre o filme e a maneira como ele articula, na criação de sentido, elos narrativos, de conteúdo, sensíveis e temporais.

Aula 63 – 10:40
FUNÇÕES DA MONTAGEM

Um dos grandes teóricos do cinema, Jacques Aumont conceitua três funções da montagem, que para alguns autores se assemelham ao que seriam seus efeitos: vamos dar uma olhada e entender, com exemplos, o que são as funções sintática, semântica e rítmica da montagem.

Aula 64 – 15:05
A ESCOLA SOVIÉTICA

Duas escolas de montagem se estabeleceram pelo antagonismo de suas ideias – a escola americana e a escola soviética – a partir da segunda década do século 20. Hoje, nosso cinema é fundamentado pela união dos dois princípios dessas escolas, mas entender o impacto dos estudos dos teóricos soviéticos da Escola de Moscou e o legado deles é indispensável para qualquer tipo de estudo direcionado à montagem e ao seu impacto no cinema ao longo do restante do século.

Aula 65 – 26:00
A CLASSIFICAÇÃO DE EISENSTEIN

O mais importante teórico da montagem no cinema, Sergei Eisenstein estudou, teorizou e classificou a montagem durante a década de 20, colocando em prática em vários filmes. Suas ideias deram origem a outros olhares e classificações posteriores. Para mostrar como elas ainda são válidas hoje, vamos ver quais os cinco tipos de montagem classificados por ele e exemplos que vão além dos filmes do próprio Eisenstein

Aula 66– 45:00
PARALELISMO E ALTERNÂNCIA

A maneira como um filme é montado pode induzir nossas reações, emoções e sensações… A classificação de Eisenstein é a base para outros teóricos, posteriormente, olharem para a montagem com a intenção de classificar seus efeitos e suas ações. Nesse módulo, partimos do olhar de Marcel Martin e principalmente Bettón para entender como podemos categorizar a montagem de uma forma mais direta e simples, e também entender como a ordem da montagem dos planos pode não só influenciar no sentido da experiência como nos induzir a sensações e emoções/

Aula 67 – 33:00
AS LÓGICAS DE CONTINUIDADE

A “montagem invisível” tornou padrão a ideia de esconder o corte pela continuidade de ações entre um plano e outro. O cinema narrativo habitual faz uso de certas lógicas de continuidade que orientam a classificação dos tipos de raccord – cortes que determinam continuidades lógicas na edição. Nessa aula observamos os tipos de raccord e o uso de outras ferramentas de edição, como o jump cut, as transições e o split screen

Aula 68 – 33:00
ELIPSES

A maneira como manipula o tempo é um dos grandes tesouros do cinema enquanto possibilidade narrativa. As idas e vindas no tempo permitem que os filmes trabalham de diferentes maneiras o desenvolvimento da narrativa, e a possibilidade de suprimir acontecimentos e selecionar apenas o que interessa ao filme – em frente ou em direção ao passado – é o que torna as elipses um elemento expressivo tão importante se for bem usado, tanto nas seleção do que mostrar o não quanto na MANEIRA como fazer isso. Nessa aula que encerra o módulo de montagem, vamos falar das ELIPSES